25 de março de 2013

Mensagem do coelhinho

"Thiaguinho,

Nesse final de semana, passei na casa dos teus dindos em Porto Alegre. Deixei por lá uma lembrança especial para ti, pela tua segunda Páscoa nesse mundo junto a tua família. Mas tua lembrancinha só foi entregue porque teus dindos insistiram muito, muito, muito... 

Eu estava em dúvida, sabe, Thiaguinho? Sei que tu és um gurizinho querido e do bem, mas fiquei sabendo das tuas últimas traquinagens em casa e comecei a achar que teria de cancelar os ovinhos de Páscoa. Ficar trancado no banheiro e dar um sustão no papai?!? Nãnãninãnão! Que coisa feia! Imagina o quanto o papai ficou preocupado? E se a mamãe estivesse sozinha em casa contigo? Já pensou? Que danadinho esse guri!

Mas enquanto eu pensava sobre deixar os ovinhos ou não, teus dindos me contaram mais a teu respeito. Disseram que tu vais direitinho para a escola todos os dias, sem chorar nem fazer manha. Falaram que todos te adoram lá na tua escolinha por conta da tua boa educação e simpatia. Também disseram que tu comes direitinho, dorme a noite inteirinha e nem acorda mais para mamar. Teus dindos me contaram que tu estás caminhando por tudo e ficando muito esperto; que é uma criança saudável e ligada nos acontecimentos e que aprende tudo muito rápido. E me garantiram que, se eu te conhecesse pessoalmente, não resistiria ao teu sorriso com meia boca cheia de dentes! 

Eu pensei, pensei, pensei e decidi que tu mereces o presente de Páscoa que eu trouxe. Deixei na casa dos dindos, que vão te entregar assim que possível. Sei que o papai e a mamãe - principalmente ela! - vão gostar muito da tua lembrancinha de Páscoa, mas espero que também gostes e faça bom proveito. Logo tu vais estar aprendendo coisas novas com essa lembrança e acrescentando mais experiências a tua curta - porém intensa! - vidinha.

Feliz Páscoa, Thiago, a ti e a toda tua família. 

Coelhinho da Páscoa."

Sabe porque carinho de pai e mãe é importante?


Neurocientista Suzana Herculano-Houzel explica como o afeto familiar determina as reações dos filhos diante do estresse, conflito e frustração
O cérebro não nasce pronto. Além da genética, as experiências vivenciadas nos primeiros três anos de vida são determinantes – até mais do que os genes - para moldar o funcionamento cerebral diante de situações estressantes, desafiadoras e frustrantes.
Quem avisa é a neurocientista Suzana Herculano-Houzel, uma das principais estudiosas da “mente das crianças” do País. Segundo ela, dados científicos comprovam que o carinho dos pais, recebido na primeira infância (período entre 0 e 5 anos), é o grande responsável por reações cerebrais - às vezes só manifestadas na vida adulta.

"Apesar de ser muito mais marcante na infância, o carinho sempre influencia. Nunca é tarde para começar", afirma a neurocientista Suzana H. Houzel

Em palestra realizada na sede da Fundação Maria Cecília Souto Vidigal (entidade que elabora programas voltados à população infantil), em São Paulo, Suzana explicou como as doses de afeto são receitas de sucesso para arquitetar um cérebro sadio no presente e no futuro. “Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração”, afirma.

Leia as principais conclusões da especialista, que é autora de cinco livros, professora e coordenadora do Laboratório de Neuroanotomia comparada da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ):

A formação do cérebro 
“As crianças não são adultas por dois motivos principais: o primeiro é que elas não têm a experiência trazida com o passar dos anos. O segundo fator é o cérebro infantil. O órgão não nasce pronto, é menor e mais leve do que o cérebro de um adulto. Até o terceiro ano de vida, é o período em que o cérebro mais cresce e ganha peso. Uma das explicações para o crescimento cerebral é que, neste intervalo de anos, há maturação das conexões entre os neurônios, o que faz o peso da massa encefálica aumentar, ficar mais densa. Este processo é determinante para o bom funcionamento do cérebro.

Durante este amadurecimento cerebral, a criança tem uma capacidade de aprendizado rápida e impressionante. É o período em que elas aprendem a detectar sons, enxergar e constituir habilidades, das mais variadas. Por exemplo: todos nascemos com plena capacidade de aprender qualquer idioma. Capacidade esta que vamos perdendo ao longo da vida.”

Influências na formação cerebral
“Este período de crescimento do cérebro é chamado de período crítico. Todo e qualquer processo de aprendizado, sendo criança ou adulto, exige a repetição, por meio da tentativa e do erro. Mas nos primeiros anos de vida, o cérebro compreende mais rápido como reagir, sem precisar de tantas tentativas assim. Para criar um comportamento e uma reação padrão diante de algum estímulo - que pode ser um barulho, um estresse, uma sensação de medo, de solidão ou de felicidade - não é preciso repetir tantas vezes.

Neste contexto, é claro que a genética influencia em nossas habilidades e características. Mas a vivência da criança e os exemplos que ela tem dentro de casa são fundamentais para a criação deste comportamento. A capacidade de linguagem de uma criança, por exemplo, é intimamente ligada ao vocabulário da mãe, às palavras que ela fala com o bebê, só para citar um exemplo da influência do ambiente no desenvolvimento do cérebro infantil.” 

O poder do carinho
“Sabendo desta influência tão significativa do exemplo no período de aprendizagem, o estímulo dos pais dados à criança durante a primeira infância é uma importante ferramenta para o desenvolvimento de habilidades. Não só isso. O comportamento também é moldado nesta fase. Se a mãe faz de qualquer probleminha um problemão, o cérebro da criança aprende a reagir de forma estressada a qualquer situação. Isso significa que o perfil de reação ao estresse na fase adulta é aprendido e traçado na infância. São vários fatores que moldam esta reação cerebral. Pode ser influenciada, negativamente, por violências físicas ou verbais vivenciadas logo nos primeiros anos de vida. Uma mãe que grita demais ou age em descontrole passa a mensagem para o filho de que ele deve agir desta maneira quando não conseguir fazer alguma coisa.

A boa notícia é que o carinho também molda o cérebro. São várias pesquisas científicas que compravam o carinho físico, o toque e o contato como um moldador cerebral que torna a criança mais hábil e com o sistema de proteção orgânico mais forte. Isso acontece por causa da ocitocina, um hormônio altamente influente na formação cerebral, que é produzido durante a amamentação e liberado também no abraço, no beijo, na massagem. A ocitocina é responsável por fazer com que o cérebro produza a capacidade de vínculo e acalma todas as partes cerebrais acionadas em situações estressantes. O que é uma ótima prevenção da ansiedade e outros transtornos de comportamento que, às vezes, só se manifestam na vida adulta. Receber ou não carinho modifica para sempre como o cérebro vai reagir diante do estresse e da frustração. Mas apesar de ser muito mais marcante na infância, o carinho sempre influencia. Nunca é tarde para começar.” 

11 de março de 2013

Independência!

"Olá, pessoal. Mamãe falando. 

Vim aqui no bloguinho para contar o que o mocinho fez hoje. Eu achei o máximo! Ele foi do prédio até o carro, no estacionamento, de mão dada comigo. Aí, enquanto eu ia colocando as mochilas no carro, ele deu meia volta e foi caminhando em direção ao prédio. Tive que catar o gurizinho! Depois, na escola, ele entrou caminhando e se mandou para a salinha dele, sozinho, sem pedir a benção pra mim. Pode?!? Não tive oportunidade nem de dar um beijo. 

Está ficando mocinho o meu gordinho..."

Primeiro corte de cabelo

Nesse final de semana, mamãe me levou para cortar o cabelo. Tô um arraso!

ANTES: 



DEPOIS:



Minha primeira 'arte'

Ihihih... Fiz 'arte', pessoal! A primeira 'aprontadinha' da minha (curta) vida! Mas eu juro que foi sem querer... Eu só queria brincar sozinho um pouquinho... É que eu já sou grande, sabe? Já tenho um aninho! E já sei até caminhar sozinho...!

Então, o que aconteceu foi que mamãe saiu e o papai e eu ficamos sozinhos em casa. Aí eu aproveitei um minutinho de distração do papai, corri para o banheiro, entrei e fechei a porta. Até aí, tudo bem, porque eu ainda não alcanço a chave. Só que eu abri a gaveta do balcão da pia, que corre em paralelo com a porta e, com isso, não dava para abrir a porta para dentro. O papai foi atrás de mim e não conseguiu me tirar de lá... Ele só conseguia abrir uma frestinha da porta, porque a gaveta estava trancando a passagem. O único jeito de conseguir abrir a porta do banheiro era eu fechar a gaveta, mas a essa altura do campeonato, a brincadeira já tinha perdido a graça. Eu queria sair do banheiro e ficar com meu paizinho, mas ele tava demorando demais para me tirar de lá... Aí eu comecei a chorar, né? 

O jeito foi papai virar super herói, né? Ele deu um soco na porta, que por sorte era oca, e conseguiu chegar do outro lado. Eu, lá de dentro, só via a mão do meu papai atravessando a porta! Ele conseguiu fechar a gaveta, abrir o banheiro e eu não perdi tempo: sai correndo de lá!

Sorte que a mamãe não estava, senão ela teria ficado nervosa. Ela e o papai sempre cuidam para deixar as portas fechadas, mas naquele dia eles se distraíram e aí já viu, né? Eu não perdi tempo! O papai, tadinho, está com o braço todo machucado. Eu fico triste que ele tenha feito dodói no braço... Mas tenho que confessar: foi uma aventura! Ihihihih... 

E assim ficou a porta depois de o meu pai dar umas batidinhas nela...